segunda-feira, 25 de julho de 2011

As novas “armas” de Ricardo Melo Gouveia!


Fui contactado pelo Ricardo Melo Gouveia para que lhe fizesse um fitting quando chegasse a Portugal vindo dos Estados Unidos, onde actualmente estuda e joga golfe.
Fiquei surpreendido mas lisonjeado pelo seu pedido, pois além de um dos melhores jogadores amadores Portugueses da actualidade, é um jogador apoiado pela marca Ping e como tal, tem acesso às facilidades que a marca lhe disponibiliza.
É sempre gratificante trabalhar com jogadores do nível do Ricardo, especialmente quando estamos a falar de alguém que pelo seu valor desportivo foi recentemente distinguido pela Associação dos Treinadores de Golfe Universitários dos E.U.A com o prémio Phil Mickelson, que premeia “o caloiro” do ano.

O Ricardo já não fazia um fitting à algum tempo, o que na sua idade normalmente faz com que as especificações do material com que joga, fiquem rapidamente desadequadas relativamente às alterações morfológicas e de swing, resultantes do seu crescimento e desenvolvimento técnico.

Da análise feita ao material com que jogava, dois aspectos ressaltaram. Um ângulo de lançamento muito baixo no Driver, fazendo com que não potenciasse o melhor “carry” (voo de bola), assim como um spin acima do desejado. A vareta que estava a usar, não era adequada ao seu swing, gerando um voo de bola ligeiramente cortado e muito baixo. A distância não era neste caso o factor mais importante, pois o Ricardo conseguia mesmo com o Driver que utilizava uma distância excelente. Passamos de um Driver Ping I15 com 9,5º de loft e vareta Mitsubishi Diamana Blue Stiff, para um Driver Ping I15 com 11º de loft com a vareta Mamiya Axivcore Tour Red 69 STIFF. Com esta alteração, conseguimos reduzir em cerca de 1.000 RPM o spin gerado, passar o ângulo de lançamento da bola no Driver de 9º para 11,3º e assim potenciar um voo de bola mais adequado, com maior precisão. A madeira 3 Ping modelo I15 de 14º, assim com o híbrido I15 de 17º, foram equipadas com a Mamiya Axivcore Tour Red 79 STIFF e 85 STIFF respectivamente.
No seu Set de ferros Ping S56, o problema detectado eram os shots descentrados da face, com consequente inconsistência e perda de distância. A colocação de umas varetas True Temper Dynamic Gold S300, devolveram ao Ricardo a possibilidade de efectuar os shots centrados na face dos ferros, a distância e precisão perdidas e acima de tudo a confiança necessária para efectuar swings repetidos com a certeza de um bom resultado. Claro que para tudo isto se verificar, tem de existir uma técnica e um swing que o possibilite, caso contrário estava ao alcance de todos, o que como sabemos não é verdade.
Novos Wedges Ping Tour-S com 52º e 58º, aqui com a nuance de no wedge de 58º colocar uma vareta True Temper Dynamic Gold S400. O Lob/SW Wedge deve de beneficiar de uma vareta um pouco mais “rija”, pois os shots efectuados de approuch ou bunker, são pancadas de precisão e não de distância, pelo que o jogador beneficia com uma vareta mais dura (Stiff).
Por fim, efectuei um fitting ao putter. O putter que é o taco que mais diferença faz entre um bom e um mau score, é quase sempre o mais descurado pelos jogadores no que concerne à adequação do mesmo às suas especificações. A opção face ao tipo de movimento efectuado, recaiu no Ping SCOTTSDALE – Craz- E Too de 34”, beneficiando assim de um melhor enquadramento da face no momento do impacto na bola, saindo a mesma com um melhor rolamento e com a trajectória definida pelo jogador.

Perguntei ao Ricardo qual a importância deste fitting e se tinha ficado satisfeito, ao que respondeu:

Este fitting foi muito importante para mim, pois o último que fiz foi já há algum tempo o que não pode acontecer a este nível. Foi também muito importante porque já andava a sentir á muito tempo que os meus tacos não estavam apropriados para mim. Tinha perdido alguma distância e precisão.
Gostei muito do resultado final do fitting e espero que isto me ajude para o futuro. Queria agradecer muito á disponibilidade do Fernando Serpa que me tem tentado ajudar-me em tudo o que pode.”

A minha satisfação é a poder de alguma forma contribuir para que o Ricardo possa ter o material adequado para estar ao seu melhor nível, dignificando como até aqui tem feito o golfe português além fronteiras e acima de tudo construindo uma carreira que o orgulhará, mas também a todos nós que gostamos dele, de golfe e das cores da nossa bandeira.

Quero aproveitar para agradecer à My Golf na pessoa do seu sócio gerente, por me ter disponibilizado o material de fitting da Ping, assim como o seu sistema launch monitor e ball tracking FlightScope Kudu. Sem este apoio, este trabalho não tinha sido possível.

Boas tacadas!!
Fernando Serpa

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Hole19: JÁ DISPONÍVEL na App Store da Apple uma das mais completas e avançadas aplicações de smartphones para os amantes do golfe.


Hole19: Nasce a mais completa aplicação mobile para golfistas
É hoje lançada na App Store da Apple uma das mais completas e avançadas aplicações de smartphones para os amantes do golfe. Vencedora do último Prémio Nacional de Indústrias Criativas, a Hole 19 foi criada por uma Start-up portuguesa e permite planear os “rounds” e as jogadas, gravar e partilhar pontuações e estatísticas na Internet e nas redes sociais, bem como promover o contacto com profissionais. Os golfistas de todo o mundo já a podem comprar.

Lisboa, 21 de Julho de 2011 – A Start-up portuguesa Stat-Track Technologies Lda anunciou hoje o lançamento da Hole19 – Smarter Golf, uma plataforma web e mobile destinada a golfistas, e que inclui um site e uma aplicação para iPhone, disponível a partir de hoje na App Store da Apple. Compatível também com o iPad 3G, a aplicação Hole 19 estará disponível para smartphones com sistema Android ainda este ano.
Trata-se de uma aplicação inovadora que acaba de vencer o Prémio Nacional de Indústrias Criativas (Unicer/Serralves) e que disponibiliza diferentes funcionalidades que prometem ajudar o golfista a melhorar o seu jogo. A aplicação permite, por exemplo, que os golfistas obtenham uma vista aérea de todos os buracos do campo e, escolhendo um ponto qualquer no mapa, medir as distâncias, para preparar a jogada. Através de posicionamento GPS, a Hole 19 calcula automaticamente a distância da pancada com cada taco e recomenda ao jogador o taco ideal, baseando-se nas distâncias personalizadas do utilizador.
A aplicação inclui mapas exactos e precisos da maioria dos  campos de Golfe em Portugal e irá disponibilizar brevemente também campos completos em Espanha bem como alguns dos principais courses internacionais.
Todo este processo pode ser automaticamente registado no site http://www.hole19golf.com onde, em tempo real, se podem analisar os dados estatísticos, partilhá-los com a comunidade, através do site, do Facebook ou do Twitter, e até optimizar o jogo recorrendo à opinião de instrutores profissionais através do serviço Hole 19 Academy.
«A Hole19 quer estar entre as melhores aplicações de golfe do mundo e esperamos que venha a ser utilizada por todos os golfistas que tenham smartphones. Portugal é um óptimo mercado de teste pois, além de ter muitos early adopters deste tipo de tecnologias, tem uma comunidade de golfe nacional e internacional que nos permitirão ter um feedback importante para o melhoramento contínuo da Hole19.  Queremos aproveitar para "colocar Portugal no mapa", a nível do que de melhor e mais inovador se faz nesta modalidade ”.
Detalham-se algumas das funcionalidades da Hole19:
GPS Rangefinder no iPhone – Vista aérea e detalhada dos campos de Golfe em Portugal, com todos os obstáculos mapeados permitindo ter distâncias exactas aos hazards no campo, como por exemplo quantos metros faltam até ao bunker ou ao centro do green. Com esta aplicação, os golfistas deixam de ter que olhar para os marcadores de distâncias (yardage-markers).
Scorecard Digital – Através do cartão de jogo digital, o golfista poderá calcular automaticamente os resultados. Adeus lápis e bloco. O scorecard permite conhecer em profundidade os mais importantes resultados estatísticos das jogadas e do jogo. Ideal para o treino pessoal.
Recomendação de taco em tempo real – Qual o melhor taco para determinada jogada? A aplicação responde automaticamente, com o taco que melhor se adequa à jogada em curso, em função da distância. Ideal para amadores, um verdadeiro caddy virtual dentro do bolso.
Registo Automático de Distâncias – a aplicação Hole 19 regista automaticamente a distância que o golfista consegue com cada taco. Acabou-se a preocupação de memorizar qual foi a distância do drive.
Academia Hole19 – Todas as estatísticas e resultados podem ser analisados numa plataforma online, com a possibilidade de se conectar com profissionais da PGA, que poderão ajudar o utilizador a melhorar o seu desempenho. A aplicação irá disponibilizar todos os factos e estatísticas, essenciais para o processo evolutivo de um jogador de golfe.
Redes Sociais
A Hole19 permitirá aos jogadores de golfe não só partilhar os scorecards e gráficos do seu jogo como também permitirá obter feedback dos amigos na rede social  Facebook.
Preço e disponibilidade
O site da Hole19 (www.hole19golf.com) estará disponível gratuitamente, permitindo que os utilizadores insiram manualmente os dados do jogo duma maneira muito simples, por forma de obter informações essenciais para a optimização do seu jogo e partilhar com a comunidade. A aplicação para iPhone está disponível desde hoje e terá um custo de €9.99 durante os primeiros 30 dias como oferta de lançamento (depois custará €29.99) combinando o acesso da plataforma mobile com a plataforma de Internet de uma forma integrada.
A aplicação Hole19 venceu na semana passada a 3ª edição do Prémio Nacional de Indústrias Criativas. A distinção foi entregue pela Unicer e a Fundação de Serralves, durante o Laboratório Criativo da Unicer, que decorreu em Lisboa na semana passada.


Boas tacadas!!!

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Novas varetas para Wedges True Temper DG Spinner!



Tal como o nome indica "spinner" está relacionado com o "spin" que queremos imprimir nos shots de wedge e que pela nova regulamentação que alterou a volumetria e formato dos grooves, se tornou mais complicado imprimir, em especial dos rougths.

Pois bem, a True Temper vem agora apresentar a vareta DG Spinner, que foi desenhada com o intuito de aumentar o spin gerado nos shots de approach pelos Wedges equipados com esta vareta. A marca reclama um aumento de 700 + RPM. Um valor surpreendente.  Com esta vareta, o spin gerado adicionalmente ajuda a parar a bola num curto espaço, aumentando assim a confiança nos shots de approach e fazendo com que se consiga melhor significativamente o nosso jogo curto.

A marca apresenta 2 tipos de vareta. A wedge flex para Sand e Lob Wedges e a wedge Flex + para Gap e Pitching Wedges.

Tive a oportunidade de experimentar estas varetas em Wedges com as novas especificações de grooves e posso garantir que se nota a diferença.

Em breve as principais marcas vão decerto adoptar esta vareta para os seus Wedges. Jogadores do Tour já andavam a testar estes modelos e outros protótipos a que nós, comuns mortais não temos sequer acesso.

Boas tacadas!!!

Fernando Serpa

quarta-feira, 22 de junho de 2011

As novas “armas” de Tiago Cruz!

 


A passagem da gama Titleist 909 para a nova gama 910

Tenho acompanhado o profissional de golfe Tiago Cruz desde o Portugal Masters de 2010, tendo-lhe já efectuado um fitting de putter que se veio a revelar importante na melhoria da sua média de putts por volta. Fruto do trabalho que tem vindo a ser desenvolvido, a introdução da nova gama Titleist 910 (Driver, Fairway Wood e Híbrido) era a sequência lógica e o passo seguinte do nosso trabalho.

Com o Driver Titleist 909 D3 de 8,5º com vareta Aldila Voodoo SVS6 com que jogava, a trajectória da bola era claramente em draw, revelando-se por vezes muito pronunciada e com valores de spin acima do desejado, para se conseguir obter um voo penetrante especialmente contra o vento. A sua madeira de Fairway padecia do mesmo “mal”. Tiago Cruz não usava híbrido, optando até agora pelo tradicional ferro 2.

A análise a esta situação dava como prognóstico a necessidade de se colocar uma vareta que lhe conseguisse diminuir os valores de spin e o efeito de draw mais pronunciado que se verificava em certas situações, mantendo o excelente ângulo de lançamento que já obtinha no Driver e a sensação não muito “dura” nas mãos que agrada ao jogador. A opção recaiu sobre a também Aldila Voodoo, mas na versão SNV7 no seu novo Driver Titleist 910 D3. Mais pesada e com um pouco menos de torque, mas mantendo o ponto de flexibilidade e as características de trajectória que a Voodoo SVS6 que utilizava, conseguiu-se assim diminuir o spin gerado, o efeito de “draw excessivo” (agora o voo de bola é num draw adequado), tendo sido necessário aumentar o loft do Driver de 8,5º para 9,25º, por forma a manter o ângulo de lançamento ideal para a sua velocidade de swing. A madeira de fairway 910 F 13º de loft está também equipada com a Aldila Voodoo SNV7 tendo-se introduzido no seu saco um Híbrido 910 H 17º, com a Aldila Voodoo SNV8 Hybrid. O ferro 2 foi assim substituído pelo híbrido, mais fácil de usar de diferentes tipos de lies.

Efectuámos o fitting em 3 fases. A 1ª fase no Driving Range, onde fiz uma primeira selecção de varetas, dentro das mais indicadas para se conseguir os resultados desejados. Uma 2ª fase no campo de golfe, onde procurámos obter em condições de jogo as informações que permitissem fazer a escolha mais adequada às necessidades do jogador. Por último a 3ª fase, onde validei no launch monitor e ball tracking FlightScope Kudu a escolha feita e as afinações necessárias das novas “armas” Titleist.

A diferença é notória com este novo material, não que se tenha obtido um acréscimo significativo de distância, mas porque se conseguiu o mais importante. Controle do voo de bola e precisão.

Tiago Cruz afirmou: “Ter feito este fitting e ter varetas adequadas ao meu swing, faz toda a diferença. Estou certo que vou conseguir melhorar a minha performance, pois confio mais na trajectória da minha bola.”

Agora Tiago Cruz tem no seu saco o novo Driver Titleist 910 D3 com 8,5º de loft (regulado para 9,25º), Madeira de Fairway 910 F de 13º e Híbrido 910 H de 17º de loft (regulado para 16,25º).

Quero aproveitar para agradecer à My Golf na pessoa do seu sócio gerente, por me ter disponibilizado um conjunto de varetas custom (varetas que não estão disponíveis no pack standard da Titleist), assim como o seu sistema launch monitor e ball tracking FlightScope Kudu. Sem este apoio, este trabalho não tinha sido possível.

Boas tacadas!!!

Fernando Serpa

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Em Foco na Golfe Magazine de Junho!

HOLE 19






Hole19: Nasce a mais completa aplicação mobile para golfistas

Brevemente, será lançada uma das mais avançadas aplicações de smartphones para os amantes do golfe. A Hole 19, criada por uma Start-up portuguesa, permite planear os “rounds” e as jogadas de golfe, gravar e partilhar pontuações e estatísticas na Internet e nas redes sociais, bem como promover o contacto com profissionais.

Esteja atento e comprove a utilidade desta aplicação! www.hole19golf.com


TaylorMade – Madeiras de Fairway R11 ou R11Ti?

                        

A TaylorMade oferece a sua nova madeira de fairway R 11 nas versões Steel e Titanium (Ti). Ambas excelentes madeiras de campo, equipadas de série com a vareta Fujikura Blur 70 na versão Steel e Blur 60 na versão Titanium (Ti). Só por si, a marca já segmenta pelas próprias varetas os seus dois modelos. A versão Steel é mais recomendada para jogadores que dominem melhor o swing, que tenham facilidade em “trabalhar” a bola (fazer Fade ou Draw), enquanto que a versão Titanium (Ti) é mais adequada a quem tem maior dificuldade em colocar a bola no ar, pois com os mesmos graus de loft que a sua “irmã”, facilita um maior ângulo de lançamento. As próprias varetas, mais leve e com um ângulo de torque maior na versão Titanium (Ti), é mais adequada para swings de velocidades mais moderadas.

A TaylorMade equipou as suas madeiras de campo com os mesmos sistemas de alteração de loft (FST) e abertura da face (ASP) que equipam o seu Driver R 11. E claro, são brancas!

Excelentes madeiras, sobre as quais me debruçarei mais em detalhe em edições futuras.



CALLAWAY LEGACY Irons



Sendo uma das grandes marcas de golfe do mercado, nunca fica atrás da concorrência no que toca à qualidade dos seus produtos. A Callaway apresenta sempre algo que surpreende pela qualidade, facilidade de utilização e exclusividade em alguns dos seus produtos.

Set de ferros LEGACY. Deixe-se surpreender pelo design moderno, pela facilidade de utilização, pelo toque macio das cabeças forjadas e pela qualidade das varetas usadas (aqui salvaguardo sempre que a vareta só é boa se for adequada ao seu swing).

Duvido que fique indiferente a este set de ferros Callaway LEGACY. Eu não fiquei. Experimente e comprove.
Ah! Experimente primeiro e pergunte o preço depois, porque o mesmo está adequado à qualidade.


Boas tacadas!!!

Fernando Serpa

quinta-feira, 16 de junho de 2011

NOVOS WEDGES CLEVELAND CG16


Wedges Cleveland CG 16

“9 Horas da manhã, uma ligeira neblina faz antever um dia soalheiro. De um lado o Tróia Golf Championship Course, um dos campos portugueses mais bonitos e desafiantes, com areia, muita areia, envolvendo os seus bem delineados fairways e não só (tantos bunkers!). Do outro lado eu, com 2 wedges Cleveland CG16 Tour Zip Grooves 52º e 58º nos meus coldre (saco de golfe, claro!). Um duelo duro, uma luta desigual, que no final ditará um vencedor.”
Este bem podia ser o início de um Western em que o Cowboy e o Índio, foram substituídos por um Golfista e um campo de golfe.

Nada melhor que o Tróia Golf Championship Course para testar os novos Wedges Cleveland CG 16 Tour Zip Grooves. Wedges, sinónimo de areia. Areia, sinónimo de Tróia, portanto a equação perfeita para este teste.

O Tróia Golf Championship Course apresenta-se actualmente irreconhecível. Algumas pequenas (grandes) alterações levadas a cabo pelo seu actual Director, transformaram o campo e renovaram-nos o prazer de desfrutar de uma volta de golfe “à séria”. Vale a pena visitar e jogar neste campo.

Os novos wedges Cleveland CG16 são a evolução lógica dos seus antecessores (o seu formato foi inspirado nos tour proven CG14), com uma face um pouco mais larga, incorporando as alterações que a nível de grooves tinham de efectuadas (estão conformes com as regras 2011 da USGA), mas ao mesmo tempo tornando-os fáceis de utilizar por todos os níveis de jogadores. Uma distribuição do peso pelo seu perímetro (uma pequena cavidade na parte de trás da cabeça do wedge, ajuda a reposicionar o peso), posicionamento do centro de gravidade mais baixo e atrás na cabeça, assim como um aumento do MOI (movimento de inércia), geram uma maior estabilidade nos shots fora do centro da face.
Na minha opinião, estas são algumas das características que fazem destes novos wedges Cleveland uma das melhores opções actualmente no mercado.
O sistema de “Micro Grooves” na face destes wedges, que a Cleveland já apresentava no seu modelo anterior (CG 15), cria uma rugosidade que ajuda a colocar spin na bola, sendo em simultâneo mantidas as especificações legais em vigor. O toque sente-se macio e são de fácil controlo. Da areia, estes wedges são simplesmente magistrais e a cada shot que efectuamos, sentimos cada vez mais confiança.

Mas será que vamos perder o controlo no shot de aproximação ao green com wedges com os novos grooves?
Do rougth é mais difícil conseguir imprimir spin na bola, sendo que do fairway a diferença não é tão notória. Isso deve-se à menor cavidade e forma dos grooves.
A Cleveland com o seu sistema de “Micro Grooves” legais mas que geram mais spin, minimizam o efeito da menor volumetria dos grooves. Contudo sou levado a pensar, que os amadores em geral, que normalmente ficam sempre um pouco curtos da bandeira na aproximação (se não toparem a bola), até podem sair beneficiados com esta nova regulamentação dos grooves.

A Cleveland apresenta a sua nova gama de wedges CG 16 com distintos acabamentos, lofts que variam entre os 46º e 64º e diferentes bounces por loft, para que cada jogador possa adequar os seus wedges ao seu tipo de jogo.

Não me vou alongar mais em detalhes técnicos e especificações, que podem ser encontradas em http://www.clevelandgolf.com/UK_wedges.html .
Se quiser esclarecer algumas dúvidas sobre como escolher os seus wedges, lofts e bounces a utilizar, consulte o meu artigo “Wedges - a importância de uma escolha acertada” em http://golfeparagolfistas.blogspot.com/2010/11/wedges-importancia-de-uma-escolha.html .

Ah! Já quase me esquecia. Quer saber o resultado do meu duelo com o Tróia Golf Championship Course?  Os wedges Cleveland CG 16 empataram com o campo de Tróia. Eu perdi. Acontece!


Boas tacadas!!!

Fernando Serpa

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Hole19: Nasce a mais completa aplicação mobile para golfistas


Brevemente, será apresentada uma das mais avançadas aplicações de smartphones para os amantes do golfe. A Hole 19, criada por uma Start-up portuguesa, permite planear os “rounds” e as jogadas, gravar e partilhar pontuações e estatísticas na Internet e nas redes sociais, bem comopromover o contacto com profissionais.

A start up portuguesa Stat-Track Technologies, Lda anunciou o lançamento daHole19 – Smarter Golf, uma plataforma web e mobile que inclui um site e uma aplicação para iPhone, que será lançada brevemente na App Store da Apple. Compatível também com o iPad 3G, a aplicação Hole 19 estará disponível para smartphones com sistema Android ainda este ano.
Trata-se de uma aplicação inovadora com diferentes funcionalidades que prometem ajudar o golfista a melhorar o seu jogo. A aplicação permite, por exemplo, que os golfistas obtenham uma vista aérea de todos os buracos do campo e escolhendo um ponto qualquer no mapa, medir as distâncias, para preparar a jogada. Através de posicionamento GPS, a Hole 19 calcula automaticamente a distância da pancada com cada taco e recomenda ao jogador o taco ideal, baseando-se nas distâncias personalizadas do utilizador.
A aplicação inclui mapas exactos e precisos da maioria dos  campos de Golfe em Portugal e irá também disponibilizar brevemente  campos completos em Espanha, bem como alguns dos principais campos  internacionais.
Todo este processo pode ser automaticamente registado no site http://www.hole19golf.com onde, em tempo real, se podem analisar os dados estatísticos, partilhá-los com a comunidade, através do site, do Facebook ou do Twitter, e até optimizar o jogo recorrendo à opinião de instrutores profissionais,  através do serviço Hole 19 Academy.
«A Hole19 quer estar entre as melhores aplicações de golfe do mundo e esperamos que venha a ser utilizada por todos os golfistas que tenham smartphones. Portugal é um óptimo mercado de teste pois, além de ter muitos "early adopters" deste tipo de tecnologias, tem uma comunidade de golfe nacional e internacional que nos permitirão ter um feedback importante para o melhoramento contínuo da Hole19.  Queremos aproveitar para "colocar Portugal no mapa", a nível do que de melhor e mais inovador se faz nesta modalidade”.
Detalham-se algumas das funcionalidades da Hole19:
GPS Rangefinder no iPhone – Vista aérea e detalhada dos campos de Golfe em Portugal, com todos os obstáculos mapeados permitindo ter distâncias exactas aos hazards no campo, como por exemplo quantos metros faltam até ao bunker ou ao centro do green. Com esta aplicação, os golfistas deixam de ter que olhar para os marcadores de distâncias (yardage-markers).
ScorecardDigital– Através do cartão de jogo digital, o golfista poderá calcular automaticamente os resultados. Adeus lápis e bloco. O scorecard permite conhecer em profundidade os mais importantes resultados estatísticos das jogadas e do jogo. Ideal para o treino pessoal.
Recomendação de taco em tempo real – Qual o melhor taco para determinada jogada? A aplicação responde automaticamente, com o taco que melhor se adequa à jogada em curso, em função da sua distância média registada. Ideal para amadores, um verdadeiro caddy virtual dentro do bolso.
Registo Automático de Distâncias – a aplicação Hole 19 regista automaticamente a distância que o golfista consegue com cada taco. Acabou-se a preocupação de memorizar qual foi a distância do drive.
Academia Hole19 –Todas as estatísticas e resultados podem ser analisados numa plataforma online, com a possibilidade de se conectar com profissionais da PGA, que poderão ajudar o utilizador a melhorar o seu desempenho. A aplicação irá disponibilizar todos os factos e estatísticas, essenciais para o processo evolutivo de um jogador de golfe.
Redes Sociais
A Hole19 permitirá aos jogadores de golfe não só partilhar os scorecards e gráficos do seu jogo como também permitirá obter feedback dos amigos nas redes sociais  Facebook e Twitter.
Preço e disponibilidade
O site da Hole19 (www.hole19golf.com) estará disponível gratuitamente, permitindo que os utilizadores insiram manualmente os dados do jogo duma maneira muito simples, por forma de obter informações essenciais para a optimização do seu jogo e partilhar com a comunidade. A aplicação para iPhone terá um custo muito acessível (a ser divulgado brevemente), combinando o acesso da plataforma mobile com a plataforma de Internet de uma forma integrada.
A aplicação Hole19 será apresentada no dia 24 de Junho durante o evento GoGolfe, na Quinta do Perú, onde os golfistas poderão testá-la em três dos buracos, com jogadores profissionais, e assim aprender um pouco mais do fascinante mundo do golfe.
“Beta-Testers”
A Hole19 ainda está à procura de aproximadamente 15 Golfistas com iPhone para experimentar e testar a versão beta da aplicação iPhone,para que a Stat Track Technologies possa progressivamente optimizar a aplicação para o mercado nacional e internacional.
Todos os Golfistas interessados (e com iPhone) podem enviar um email para info@hole19golf.com caso queiram fazer parte dos testes.


Esta aplicação foi-me apresentada pelo seu responsável e confesso que fiquei entusiasmado com as possibilidades que oferece, no tratamento de informação vital para um bom plano de treino (e não só).

O golfe não vive só de tacos e por isso aconselho vivamente um olhar atento a esta aplicação.


Boas tacadas!!!

Fernando Serpa

sábado, 14 de maio de 2011

DRIVER TITLEIST 910 D2 e D3



Sempre ouvi dizer que Titleist é para quem “bate na bola”! Talvez por isso, a marca desperte tanta curiosidade nos jogadores de golfe em geral, independentemente do seu nível de jogo.

É certo que quando olhamos para o saco de um jogador com material Titleist, somos tentados de imediato a pensar que “é jogador”. Não é uma marca que produza tacos “game improvament”, tendo ao longo dos tempos na sua gama, material que privilegiava a performance em detrimento da facilidade de utilização. Não estou com isso a dizer que a Titleist fabricava ou fabrica material “indomável”, pois eu próprio, jogador de parcos recursos, baixei significativamente o meu handicap (de hcp 18 para 10) jogando com magníficos Drivers e Ferros Titleist.

Nos últimos anos e referindo-me neste artigo de opinião exclusivamente aos Drivers Titleist, fomos brindados com os 907 D1 e D2, depois com os 909 D2, D3 e D COMP e agora com os novíssimos 910 D2 e D3.
Faço esta cronologia nos modelos, não porque queira entrar em detalhes técnicos, que além de aborrecidos de ler podem ser consultados no site oficial da marca, mas para referir algo que me parece interessante na evolução destes modelos e que com o lançamento dos 910 lançou uma pergunta (eu ouvi da boca de muita gente) para o ar: “ A Titleist já não faz Drivers “fáceis” como o 907 D1 e o 909 D COMP?

O 907 D1, com o seu formato triangular (de gosto duvidoso para muitos e em especial para os puristas), posicionava o centro de gravidade baixo e bem atrás na cabeça, favorecendo um maior ângulo de lançamento da bola e maior “perdão” nos shots descentrados, em comparação com o seu “irmão” 907 D2. Tornava-o assim mais fácil de utilizar. Os jogadores com maior capacidade de “dominar” o seu swing optavam pelo 907 D2, mas a versão D1 veio abrir portas à utilização por parte de jogadores que até aí não ousavam utilizar Drivers Titleist.

A seguir na gama 909, no modelo 909 D COMP a Titleist introduziu o “composite crown”, com o objectivo de ao reduzir o peso na coroa do Driver, realojar o peso mais baixo e atrás, para com isso optimizar o Centro de Gravidade. Dessa forma, continuou a abrir portas aos jogadores que não sendo portadores de swings sólidos e consistentes, queriam beneficiar da utilização de um Driver da marca. E claro, com um formato mais tradicional.

Porque é que a Titleist abandonou então a versão D COMP na sua nova gama 910? Será que quis deixar de fora, todos aqueles jogadores que conquistou com os seus modelos “mais fáceis” das gamas anteriores?

A resposta é não. Os novos 910, beneficiam da utilização de uma nova tecnologia de moldagem que permite obter uma coroa de titaniumsuper-fina”, conseguindo assim os mesmos resultados da “composite crown” do 909 D COMP, com a vantagem de utilizarem um só material na sua construção.

A juntar a tudo isto, a Titleist resolveu inovar (confesso que me surpreendeu por tê-la como uma marca tradicionalista) e introduziu na gama 910 o sistema SureFit Tour hosel technology. Internamente a Titleist chama-lhe o "tour-van-in-a-hosel". É fácil de perceber porquê. Com este sistema, a Titleist coloca à disposição de todos quantos comprem os seus Drivers 910, a possibilidade de o mesmo ser ajustado de acordo com as especificações que melhor se adeqúem ao seu swing. Estas possibilidades de “tunning” às características do jogador, até aqui só eram possíveis ou no camião que acompanha os jogadores profissionais do Tour, ou nos seus Centros de Fitting autorizados.
Este sistema permite modificar o loft do Driver entre -0,75º a +1,5º alterando assim o ângulo de lançamento da bola, assim como modificar o lie de + 1,5º (uprigth) a -0,75º (flat), proporcionando desta forma um voo mais em Draw ou Fade, conforme necessário.

As principais diferenças entre os modelos 910 D2 e D3, seguem a mesma linha do que em anteriores versões. O D2 tem uma cabeça de 460 cc, enquanto que a versão D3 tem uma cabeça de 445 cc, além de uma face mais alta. Na versão D3, consegue-se gerar menos spin, trabalhar melhor a bola, mas por isso é mais adequada a jogadores dotados de melhor técnica de swing.
Uma palavra a todos aqueles que vão optar pelo Driver Titleist 910, que geram muito spin nos seus shots de Driver e que por isso estão tentados a optar pela versão D3. Só o façam se forem portadores de um swing consistente, sólido e com um nível de técnica elevada. Existem outras formas de reduzir o spin gerado na bola, que não a utilização de uma cabeça manifestamente mais “difícil” de bater. Um Fitter experiente, certamente aconselhará a utilização de uma vareta adequada para o efeito, utilizando assim a cabeça da versão D2.

As características das cabeças destes dois modelos são:



Uma palavra final para as excelentes varetas que equipam de origem estes dois modelos, nas habituais flexibilidades.

Na versão 910 D3, a Titleist disponibiliza de série a Aldila RIP 60, Project X Tour Issue X-7C3, Mitsubishi Rayon Diamana ‘Ahina 72 for Titleist e por último a Mitsubishi Rayon Diamana Kai’li 65 for Titleist.

Na versão 910 D2, encontramos de série as mesmas varetas que na versão 910 D3, acrescida da Mitsubishi Rayon Diamana ‘Ilima 61 for Titleist.

Caso não encontre nestas varetas de série a adequada para o seu swing, a marca disponibiliza um vasto conjunto de varetas “custom”. Um Driver só é um bom Driver, quando encontramos a combinação cabeça/vareta, que se “encaixa” no nosso swing.

Testei ambos os modelos e confesso que após “afinar” estas armas para o meu swing, me senti muito confortável a utilizá-las. No meu caso, a versão 910 D2 adequa-se melhor, pois o meu swing precisa de toda a ajuda possível.
Tal como em Drivers da concorrência que utilizam sistemas de afinação similares, se o jogador estiver apoiado por um Fitter experiente, encontrará não só a vareta mais indicada ao seu swing, como a afinação do sistema SureFit mais adequada. Após a mesma estar encontrada, quando falhar uns “shots” resista a alterar as especificações do mesmo, ao pensar que a culpa está no material e não no swing. Mais cedo ou mais tarde vai aperceber-se que, como se costuma dizer, a culpa é do índio e não da seta.

Vai decerto encontrar neste novo Driver da Titleist, uma versão, uma vareta, um loft e as afinações indicadas para si.


 Boas tacadas!!!

Fernando Serpa

Em Foco na Golfe Magazine de Maio!



Sapatos NIKE LUNAR CONTROL


Experimentei os novos sapatos de golfe NIKE LUNAR CONTROL.
Estão claramente um passo à frente de tudo o que a Nike Golf tinha apresentado até hoje a nível de calçado de Golfe.
Na minha opinião e deixando de lado as características técnicas que a marca anuncia e que podem ser encontradas em http://www.nikegolf.com/, o que ressalta a quem utiliza estes novos sapatos de golfe Nike é o facto de serem extremamente leves, confortáveis, ajustarem-se ao pé sem magoar desde a 1ª utilização e serem impermeáveis. Características quanto a mim essenciais nuns sapatos de golfe. A juntar a tudo isto, são esteticamente muito bonitos. Claro que gostos não se discutem, mas….


Bolas Callaway DIABLO TOUR


O que me surpreendeu ao testar esta nova bola de 3 peças da Callaway, foi a sensação “soft” no impacto. Seja com o Driver, onde a sensação de “disparo” é evidente, à sensação “soft” com que nos presenteia nos ferros e essencialmente no putter, fiquei com a certeza de estar na presença de um produto adequado a uma grande parte de “swings” que se exercita nos nossos campos de golfe. As bolas Callaway “topo de gama”, a Tour i (s) e Tour i (z), adequadas a swings mais “potentes” (assim como outras de marcas concorrentes), são muitas vezes utilizadas por jogadores que em nada beneficiam da sua utilização (onde eu me incluo). Esta opção DIABLO TOUR, poderá trazer mais benefícios ao seu jogo, beneficiando de uma resposta mais adequada e conseguindo com isso, melhores resultados. Experimente!



Putters TaylorMade 2011 GHOST SERIES



CORZA, DAYTONA, FONTANA e MARINELLO. Estes são os 4 modelos da nova gama 2011 GHOST SERIES. E acreditem que vão dar que falar. 
Desde o primeiro contacto que sentimos o peso muito equilibrado em qualquer um dos modelos. Todos beneficiam da inserção na face “Pure Roll”, sistema de grooves que deformam no impacto com a bola, para que estejam em contacto com a mesma em maior número. Esta tecnologia foi concebida e desenhada para reduzir o efeito de “salto” da bola da face do putter normalmente causado no impacto, assim como o efeito de “derrapagem” que também acontece, ao não iniciar de imediato o rolamento desejado.
Se pensa que esta tecnologia não é perceptível nas pancadas que efectuar com estes putters engana-se. Experimente e verá que a bola sai a rolar melhor da face do putter! A mim convenceu-me!
Ah! A Cor branca! Já não é novidade, pois a TayloMade já estendeu à sua gama de Drivers, Madeira de Campo e Híbridos este conceito. Se resulta? Bem, que absorve os raios solares e não nos permite desculpar o putt falhado pelo reflexo do sol no putter, isso é verdade.


Boas tacadas!

Fernando Serpa

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Devo mudar o meu Driver? Porque razão mudar?

 

Muitas vezes quando experimento um novo Driver e consigo um pouco mais de distância, costumo dizer “ ganhei mais 10 metros com este Driver”. Alguns amigos brincam comigo quando me vêem a testar um novo Driver para sobre ele fazer um artigo de opinião, perguntando-me se ganhei mais uns metros e se assim, ao fim de testar tantos, já bato a 600 metros de distância.

Claro que achando que batemos sempre mais um pouco mais com a nova “bomba” que se está a experimentar em comparação com o que estávamos a utilizar, é sempre legítimo que nos questionem, se não estamos já a fazer de 600 metros de distância em carry.

Brincadeira à parte, porque razão se deverá então mudar de Driver? Se batemos bem com o Driver que temos no saco, porque razão mudar?

É certo que as poderosas “máquinas” de Marketing das principais marcas de material de golfe, fazem um trabalho notável na criação de necessidades que pensávamos não ter, levando-nos com isso a trocar o material que até aí funcionava na perfeição, na esperança de atingirmos o resultado que se revelava inatingível, mas que por momentos sonhamos possível.

Mas será que é tudo Marketing? Será que não temos nenhum benefício prático em trocar o modelo do ano passado pelo que o substitui este ano?

Claro que temos vantagem e faz sentido trocar (se tivermos uns euros de parte para o fazer), pois as marcas quando fazem alterações em modelos que comercializam, ou lançam modelos novos, incorporam novas tecnologias que fruto de muito trabalho de pesquisa e desenvolvimento, trazem benefícios aos utilizadores.

Alterações no posicionamento do Centro de Gravidade, introdução de materiais mais leves mas simultaneamente mais resistentes na sua produção, novas varetas, incorporação de sistemas de afinação que permitem adequar o material ao tipo de swing do jogador, entre outros, são factores que ajudam a melhorar a qualidade do nosso jogo.
Podemos não conseguir mais distância, o que nem sempre é o mais importante. A consistência dos shots, a melhoria da “qualidade do shot falhado” (esse é para mim o principal factor pelo qual devemos trocar de material, aliado à componente técnica do swing que deve ser trabalhada com um bom profissional de ensino) e a adequação do material ao nosso swing, são os factores determinantes para mudar de material.

A distância não é tudo, mas é também um factor de sucesso no nosso jogo. Contudo, já verificou quantos dos jogadores mais compridos do PGA Tour ou do European Tour estão entre os 10 primeiros das respectivas ordens de mérito?

Veja se o material que tem no seu saco é adequado ao seu swing e se não for, procure um Fitter experiente e credível, que lhe aconselhe o material adequado.

Boas tacadas!!!

Fernando Serpa